13 de nov de 2007

Highlanders definem futuro do Brasileirão

Edmundo/Lancepress


OITO JOGADORES, oito destinos. Coincidência ou obra dos deuses do futebol, está nas mãos, ou melhor, nos pés dos veteranos Edmundo, Finazzi, Roger, Pedrinho, Roni, Tuta, Paulo Baier e Josiel, a chance de seu time ir para a Libertadores ou permanecer na elite do futebol brasileiro. Se somadas as idades dos oito druidas, chegaremos a 250 anos, praticamente o dobro da idade do esporte que jogam, que começou a ficar parecido com o que temos hoje lá pelo terceiro quarto do século XIX.

Há apenas duas rodadas do término do Brasileirão (no caso do Palmeiras três), eles são a esperança da torcida e a referência de suas equipes dentro de campo. Seu desempenho na reta final pode fazê-los ganhar a consagração - e mais um ou dois aninhos de contrato.

Palmeiras e Corinthians vivem momentos opostos, mas Edmundo e Finazzi têm uma história muito parecida. Contratados com desconfiança por parte da torcida - e das próprias diretorias -, os atacantes passaram de vilões a salvadores da pátria. Isso porque o peso pesado Finazzi, 34 anos nas costas e 16 clubes no currículo, desembestou a fazer gols decisivos nas últimas rodadas. Já o 'Animal', 36, tem a chance de reviver seus momentos de glória com a camisa verde após reassumir o posto de estrela do time, retomado com a suspensão de cinco jogos do chileno Valdívia.

Os cariocas Pedrinho e Roger passaram por maus bocados até se reerguerem e serem aplaudidos por santistas e flamenguistas. Quando estava no auge da carreira, no Vasco, Pedrinho, 28, sofreu uma contusão que o afastou do futebol por dois anos. Mesmo voltando aos gramados, pelo Palmeiras, o meia seguiu apanhando dos joelhos, que lhe renderam o apelido de 'Podrinho'. Aposta de Luxemburgo para a temporada atual, o habilidoso canhoto voltou a fazer belas exibições, e hoje é a principal arma do time da Vila para retornar à Libertadores da América.
O galanteador Roger (que, se não conquistou muitos títulos, ao menos arrebatou os corações de beldades como Leila, do vôlei, Adriane Galisteu, Samara Felippo e Deborah Secco) fez tão pouco pelo Timão que foi esnobado até pelo banco, e recebeu a carinhosa alcunha de 'Roger Chinelinho'. Descartado pela diretoria, o meia de 28 anos ganhou refúgio no Mengão, voltou à boa forma e reencontrou seu melhor futebol, com direito a golaço contra seu ex-time e especulações de renovação de contrato por mais três anos.

Roni e Tuta, mesmo não estando em sua melhor forma, ainda podem decidir a favor de Cruzeiro e Grêmio. Um é veloz, de movimentos precisos, raciocínio rápido e muita raça. Com a contusão seguida pela queda de rendimento de Alecsandro, o ex-Fla e ex-Flu Roni, 31, assumiu o posto de goleador do time mineiro, que hoje está a apenas duas vitórias do torneio sul-americano. O outro, que também vestiu a camisa do rubro-negro carioca e teve bons momentos no Palmeiras, é há dois anos a referência do ataque gremista. Seu estilo não agrada muito a torcida, já que participa pouco do jogo e, por atuar dentro da área e entre os zagueiros, aparece menos. Mas, quando dá as caras, Tuta, 33, costuma ser letal - ainda mais atuando no Olímpico, onde marcou a maioria de seus tentos no ano.


Assim como Finazzi, Paulo Baier e Josiel vivem momento delicado no campeonato. Baier, 33, está careca de saber que é o dono do time goiano. Mas nem suas assistências e os 13 gols marcados parecem livrar o Goiás do pior. Se conseguir a façanha, vai para o time de masters como herói, e deve ganhar a chave da cidade. Já o artilheiro do campeonato Josigol, 27, parece uma ilha de bom futebol no time do Paraná. Rápido e oportunista, o até então desconhecido centroavante carrega sozinho a responsabilidade de livrar sua equipe do rebaixamento, missão que parece ficar cada vez mais difícil. Se o veterano marcar nas duas partidas restantes e seu time não sofrer gols, haverá uma luz no fim do túnel.

Highlanders, que a força esteja com vocês!






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