quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As Mulheres do Ano

LISTAS, RANKINGS E TOP FIVES são como ensaio de Playboy: mesmo sendo coisa esquisita, a gente passa pra dar uma conferida. Não é o caso desse "Glamour Magazine's Women of the Year", listinha anual da revista americana Glamour que premia as 12 mulheres mais influentes/importantes do ano.

Confesso que não conhecia nem metade da lista, e fiquei bastante surpresa com a diversidade e a relevância dessas madames, moçoilas, senhoras e senhoritas. Cada uma à sua maneira, elas de fato vêm fazendo a diferença em suas áreas de atuação - seja exercendo sua profissão ou usando seu nome e fama para alavancar grandes ações sócio-ambientais.

Senhoras e senhores, homens de fé e pagãos: com vocês as mulheres do ano!


Michelle Obama, senhora Barack e primeira dama do planeta, escolhida por suas ações de impacto (prêmio L'oreal) no mundo dos negócios, moda, entretenimento, esportes e política, claro;

Rihanna, a garota Umbrella (ella-ella, ê, ê, ê), que após levar uns tabefes do babaca do Chris Brown iniciou uma cruzada internacional contra a violência às mulheres;

Maria Shriver, primeira dama da Califórnia e mulher de Little Arnold; líder de diversos movimentos em prol dos direitos femininos;

Stella McCartney, filha do fofo do Paul, designer de moda famosérrima e defensora dos animais (além de aujudar ONG's, ela se recusa a trabalhar com peles dos bichinhos em suas criações);

Amy Poehler, atriz, comediante e uma das vedetes das ações sócio-ambientais lideradas por Hillary Clinton; foi apontada como exemplo de inspiração para mulheres e adolescentes;

Marissa Mayer, vice-presidente do Gúgou. Precisa dizer mais alguma coisa?

Serena Williams, tenista multicampeã e dona de uma incrível fundação filantrópica que financiou uma escola no Quênia;

Dra. Jane Aronson, pediatra figurona que vem ganhando destaque por sua política com crianças órfãs, através de sua Fundaçao Mundial de Crianças Órfãs;

Susan Rice, agente e embaixadora norte-americana na ONU que luta para levar os direitos das mulheres à pauta das reuniões da Organização;

Laura Ling e Euna Lee, jornalistas chinesas que foram detidas e ficaram 4 meses presas na Coréia do Norte por conta de uma matéria sobre cidadãos locais que fogem do duro regime opressor em que vivem;

Maya Angelou, escritora e ativista de direitos civis, um híbrido de Martin Luther King com a Babá dos Muppet Babies.


O time completo tá aí em cima. Sabe me dizer quem é quem sem dar um Google?




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vocês conhecem o Walter?

EU FUI APRESENTADO ontem à tarde, e já virei fã do véio ranheta. Walter é uma criação de Jeff Dunham, o mais famoso ventríloquo dos EUA e uma das maiores personalidades do gênero no planeta.

Em setembro, o artista estreou seu programa “The Jeff Dunham Show” na rede Comedy Central (tevê a cabo dos EUA) com audiência de 5,3 milhões de espectadores, recorde de uma estreia em toda a história da rede.

E Dunham é de fato um astro de quilate: aos 47 anos, já vendeu mais de 4 milhões de DVDs e seus vídeos no YouTube já ultrapassam a impressionante marca de 140 milhões de visitas.

Humor da melhor qualidade, espia só!










sexta-feira, 6 de novembro de 2009

That's a bingo!

MAIS ALGUÉM AÍ acha que esse é o filme da década?






quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aponta pra fé e rema!

AO CONTRÁRIO DA MAIORIA dos Pentelhos aqui, eu sou a favor da auto-ajuda (póóóóparar com essa cara feia aí!). Na real, acho que o único problema dela é esse nome meio deprê, meio bengaludo, meio licença para dirigir: AU-TO-A-JU-DA. Tipo documentário, saca? Puta dum negócio legal, mas com esse nome dá um bode danado de assistir, parece até aquele camelo de uma bola só.

Alcunhas infelizes à parte, acho um tesão ler livros e assistir entrevistas, palestras e filmes com uma mensagem cativante e positiva. Daqueles que te tiram do monte de merda e te elevam ao olimpo da vitória. Alguém aí disse Rocky fuckin' Balboa? Yo Adrien, I did it!!!!!

Esses dias li numa entrevista que os livros, filmes e palestras motivacionais podem até botar seus hormônios na rave e fazer você pensar que vai salvar o mundo e depois beijar a Mary Jane na boca. Mãããs, assim como tudo que é bom, o ímpeto tem hora marcada para acabar. Na maioria dos casos depois de 2 dias, de míseras 48 horas, aquele clarão redentor que abriu no final do túnel vai diminuindo, diminuindo, até se tornar uma daquelas velinhas de aniversário que dependem da conchinha das mãos da criança insistente para sobreviver.

drama mode: on

E por que será que o efeito do elixir dura tão pouco? Por que, depois de 2 meros rounds, a inércia entra no ringue e nocauteia 99% das células do corpo, dando a sensação de que as mudanças reais só existem nos filmes e romances?? Por que diabos não consigo emagrecer/namorar/enriquecer/crescer/vencer meus malditos fantasmas?? Por que meu Deus, por quê???

drama mode: off

Gostaria muito de te dar uma resposta em uma frase de 8 palavras e me tornar um pensador dos tempos modernos, com aspas douradas e citações em correntes de emails, discursos inflamados e books de conclusão de curso. Mas não a tenho, ao menos não de bate-pronto como os grandes mestres da AA. Ainda assim, vou arriscar uma modinha sem pestana, para não me embaraiá todo:

Não há nada no mundo mais difícil que mudar. Se mudar de casa, de cabeleireiro, de escola, de lugar no sofá, de time já é um tormento, que dirá mudar de pensamentos, hábitos e convicções?

Mudar não é para quem quer, é para quem pode. Tipo fazer medicina ou partir para uma missão na África, saca? Tem que querer mais que cerveja nesse calor da porra ou chocolate em dia de TPM. Para mudar, é necessário engolir o orgulho a seco, cuspir o ódio e enterrar as lembranças que insistem em te puxar pra baixo.

Não basta ler e sublinhar as passagens mais importantes do livro, tem que praticar o que é proposto. Não basta ir na palestra do Mister Money e sentir que cada palavra foi feita pra você, é preciso se comprometer com os propósitos e questões levantadas e buscar o sucesso tantas vezes quanto o sol se põe. Não basta socar o ar depois que o gongo toca e o Rocky ganha a luta, tem que levantar cedo e correr com o cachorro e o moletom surrado, subindo cada degrau da escada com consciência e fé inabaláveis.

Porque aqui entre nós: se não for você o autor e o protagonista de sua própria história, quem será? O babaca que tá saindo com a mulher dos seus sonhos? A arrogante metida a besta que só é sua chefe porque joga o jogo sujo dos interesses? Hum... E que tal aquele pastel que reconheceu suas próprias limitações e defeitos, procurou ajuda, agiu com a obstinação dos maratonistas quenianos e hoje vence todas as batalhas que disputa com garra e serenidade?


Bem...

Como diria mestre Sinatra, it's up to you!
Como diria a linda deusa da vitória, just do it.
Como diria o incansável garanhão italiano, if I can change, you can change, and everybody can change!!!

Vá buscar o que é seu, filho; você já esperou demais.





*Se quiser me citar no seu TCC, fique à vontade.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pede Coelho

OS QUE PERAMBULAM pelas alamedas e recônditos desse blog sabem da simpatia que nutrimos por Paulo, o Coelho. Estou longe de ser um entusiasta de suas obras, mas tenho uma real admiração por sua biografia canhestra e curiosa ('O Mago', de Fernando Moraes, é o melhor convite para a fantástica toca do coelho maluco).

Por isso, fico besta quando vejo o desdém com que os brasileiros tratam seus romances. Ok, confesso que não fui além dos blockbusters 'O Alquimista' e 'Diário de um Mago' - até porque Paulo, que tem o dom da palavra, troca suas obras de roupa mas faz questão de manter a cueca da fortuna, justamente o que lhe garante a fidelidade dos leitores. Mas isso não justifica as críticas exageradas e o descaso da maioria que nunca se deu o trabalho de abrir um livro seu.

Pois bem: estava eu, ouvindo o Jô na CBN, quando percebi que a entrevistada de abertura era a delicinha ex-Rebelde Anahí, um híbrido de Maria do Bairro com Maria Joaquina.

Em meio aos detalhes de sua turnê-solo pelo Brasil e de curiosidades do feriado de Finados no México (lá, ao invés do teor fúnebre de cá, a data é celebrada em clima de festa), a belezóca disse que minutos antes de entrar no palco, puxa uma reza com sua equipe e, coelhisticamente, pede ao universo que lhe ajude nos shows. Aí citou Paulo Coelho, se confessou uma fã ardorosa do escritor e, ao ver a indiferença e o ar blasè do gordo anfitrião, legendou:

- Pablo Conejo, el famoso escritor brasileño, sabes?

Jô deu de João-sem-braço e mudou de assunto. Curioso.

Curioso como um cara que é idolatrado por personalidades e mendigos do globo inteiro, tem em sua pátria um índice de rejeição malufístico. Curioso como escritores que não venderam 1/1.000.000.000 de seu alvo de chacotas, o tratam como se fosse o mosquito do cocô do cavalo do bandido. Curioso como praticamente todos os brasileiros que lotam estádios, shows e livrarias lá fora, passam praticamente anônimos pelas ruas de nossas maiores capitais.

Veja bem: não estou dizendo que quantidade é sinônimo de qualidade. Mas quando até uma Rebelde (!) se emociona ao dizer que conseguiu um autógrafo do homem, é porque nesse mato tem coelho.