7 de mar de 2009

EM CARTAZ: Milk, a voz da igualdade


MY NAME IS HARVEY MILK and I'm here to recrute you!

Com esse bordão ironicamente militar, o político americano Harvey Bernard Milk fez história. Defendendo as minorias - homossexuais, negros, hispânicos, judeus - Milk colocou seu nome no topo do mastro das bandeiras GLS, e por anos a fio teve sua biografia paquerada por Hollywood. Até que, em meados de 2007, o trio Van Sant - Penn - Lance Black se juntou para levar às telas a apaixonante história do homem que saiu do armário para ganhar o mundo.


MILK - A VOZ DA IGUALDADE ('Milk', 2008)
Drama, 128 minutos.


Direção: Gus Van Sant (Gênio Indomável, Elefante, Paranoid Park)
Roteiro: Dustin Lance Black
Com: Sean Penn, James Franco, Josh Brolin, Emile Hirsch, Diego Luna

Resuminho: Estamos no início dos anos 70. Harvey Milk (Penn) é um nova-iorquino que, aos 40 anos, resolve mudar de vida. Decide morar com seu namorado Scott (Franco) em São Francisco, onde abrem uma lojinha de revelação fotográfica. Disposto a enfrentar a violência e o preconceito da época, Milk busca direitos iguais e oportunidades para todos, sem discriminação sexual. Com a colaboração de amigos e voluntários, ele entra numa batalha política cabulosa e, depois de cair em 3 eleições, consegue ser eleito para o Quadro de Supervisor da cidade de São Francisco em 1977, tornando-se assim o primeiro gay assumido a alcançar um cargo público de importância nos Estados Unidos.

♠ Bastidores:

*Por 15 anos o diretor Gus Van Sant tentou realizar a cinebiografia de Harvey Milk. Ao longo deste período vários atores estiveram cotados para o personagem principal, como Robin Williams, Richard Gere, Daniel Day-Lewis e James Woods;

*Inicialmente Matt Damon seria o intérprete de Dan White, mas teve que desistir do personagem devido a conflitos de agenda com as filmagens de 'Green Zone' (2009);

*A transformação sofrida por Sean Penn para interpretar Harvey Milk incluiu o uso de dentes e nariz protéticos, lentes de contato e um novo penteado;

*O verdadeiro Cleve Jones (papel de Emile Hirsch) participa do filme em uma pequena ponta, interpretando Don Amador;

*Centenas de pessoas aceitaram trabalhar gratuitamente como extras no filme;

*A vida de Harvey Milk foi também mostrada no documentário The Times of Harvey Milk (1984);

*O orçamento de 'Milk - A Voz da Igualdade' foi de US$ 15 milhões.

Prêmios: Além dos Oscars de Melhor Ator (Sean Penn) e Roteiro Original (Lance Black), Milk arrebatou 2 prêmios no Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (James Franco) e Melhor Roteiro de Estréia.

Por que assistir: "Fico me perguntando como, em todos esses anos, os diretores de Hollywood só te deram papéis de homens machos, Sean Penn".

A frase acima, proferida por Robert de Niro na entrega do Oscar há duas semanas, diz tudo. Penn não levou a estatueta à toa. Sua interpretação de Harvey Milk beira a perfeição - sempre que aparece na tela o ator rouba a cena com seu olhar meigo, gestos contidos e um adorável medo de não obter sucesso em seus propósitos.

Guiado pela dupla de homossexuais que assumiu roteiro e direção do filme, Sean Penn confirma que é hoje, ao lado de Daniel Day-Lewis, o grande nome de Hollywood.


Emile Hirsch (após o fiasco em 'Speedy Racer') e James Franco (the handsome Spider Man's best friend) - injustiçados ao não serem sequer indicados ao Oscar - estão igualmente soberbos nos papéis designados, valorizando ainda mais o desempenho memorável de Sean 'Milk' Penn.

Avaliação: @@@@@ IMPERDÍVEL!!!!!

Trailer:





*Avaliação:

@@@@@ = IMPERDÍVEL!!!!!
@@@@ = FILMAÇO!
@@@ = É, LEGALZINHO...
@@ = PRA PASSAR O TEMPO
@ = NÃO VALE O INGRESSO.



♠ Informações retiradas do site Adoro Cinema




3 comentários:

Lee disse...

BEST MOVIE EVER!!!!!!!!!

MJ disse...

Qm me acompanha nesse????

Ana Paula disse...

É um filme q reúne duas coisas pelas quais tenho uma espécie de fixação: homossexualidade e política. Chistes a parte, saí do cinema feliz com o fato de não ter brigado com o pessoal da bilheteria, já que o site do Unibanco Artplex divulgou a película como participante da promoção "Sessão Popular".

Dentre as muitas "lições de vida" que tirei, lembrei de uma aula conjunta que tive nos LONGÍNQUOS tempos de faculdade. Discutíamos, com turmas de outros cursos, os famigerados ataques de 11 de setembro. Lembro de levantar a seguinte questão: sempre criticamos nossos coleguinhas norte-americanos por seu ufanismo exagerado. Ok, eles são hipócritas, em alguns momentos retrógrados, mas, não nos faltaria um pouco desse fundamentalismo para fazer uma boa parceria com nosso jeitinho brasileiro?

Fica a dica.

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