30 de jun. de 2010

Kaká, o fora da lei


SE VOCÊ PENSA QUE POR SER um homem de Deus, bonitinho, cheirosinho e comportado Kaká é um menino do bem, meu amigo... você caiu do cavalo. Por trás daquela carinha de escoteiro sempre alerta, Ricardo Izecson dos Santos Leite esconde um passado nebuloso. A expulsão contra a Costa do Marfim foi apenas a ponta do iceberg de uma série de delitos sérios e comprometedores.

Ou vai dizer que você sabia que....

Certa vez, numa festinha infantil, Kaká roubou 2 brigadeiros na crocodilagem antes de ser cantado o parabéns.

Kaká já assistiu ao horário eleitoral no mudo.

Kaká já apertou a campainha do vizinho e saiu correndo.

Um dia, quando criança, sua mãe mandou ele na padaria comprar presunto. Kaká trouxe mortadela, só pra sacanear.

Kaká já recebeu troco a mais numa loja, e ficou quieto.

Quando brincava de telefone sem fio, Kaká mudava a palavra só para causar.

Kaká já atirou em um companheiro de time enquanto jogava Counter Strike.

Nos dias de calor, Kaká colocava o Yakult no freezer para fazer sorvetinho.

Uma vez, Kaká mentiu para sua mãe dizendo que tava doente só para não ir à escola.

Há relatos de que Kaká foi a primeira pessoa a começar com a piadinha maldosa do "não nem eu".

Uma vez, durante a chamada na sala de aula, Kaká levantou o braço e respondeu: "Presunto!".

Kaká nunca deu boa noite pro William Bonner no Jornal Nacional.

Kaká nunca precisou de pulserinha para entrar no show do Restart.

Kaká já ficou offline no MSN sem sequer dar tchau para seus contatos.





15 de jun. de 2010

Dicas by Jabor


PEQUENOS E (DEVERAS) IMPORTANTES toques de Arnaldo Jabor para elas e para eles


MULHERES deveriam abolir:



1. Esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).

2. Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o namorado fetichista).

3. Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men.

4. Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.

5. Calça justa demaaaais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo).

6. Descolorir os (muitos) pêlos da barriga, o famoso “caminho da felicidade”. Melhor depilar, caso contrário, é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par.

7. Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo “carinho” com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia.

8. Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass, etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame o para jantar ou dançar, e vá assim.

9. Perfume Paris, do Yves Saint Laurent. Se não estiver na terceira idade não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.

10. Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de “Grease nos tempos da brilhantina” , use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.



E o que os HOMENS nunca deveriam usar - ou ter usado:


1. O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.

2. Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da “elegância”. Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto’s Coiffeur, Cabral’s, Antonio’s e por aí vai.

3. Sapato social de “franjinha” (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando “Billie Jean” no Largo da Carioca.

4. Calça de cintura alta, a chamada “Saintropeito”. Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa.

5. Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent). Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.

6. Essa vai doer em muito “Maurício” mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a “La Roberto Justus”. Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.

7. Unha suja (e sem cortar). Se você não for o mecânico Pascoal da novela “Belíssima”, pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito como o Gianechinni, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparecer aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!!

8. Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo “francesinha” no salão.

9. Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir “Brokeback Mountain” comendo pipoca light.

10. Cueca furadinha tipo antiga Adams. Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual.Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente).




*Dica da pentelha Ana Maria Pitinha




31 de mai. de 2010

Acho isso uma falta de sacanagem.


VOCÊ PODE AINDA NÃO TER ouvido falar no Happy Rock, mas certamente já viu em alguma revista, site ou tela de Youtube alguns de seus coloridos representantes. São aquelas bandinhas formadas por (pré)adolescentes babacas cheios de atitude, com o penteado do Magaiver, voz de dublagem de Anime e um repertório marcado por falsetes e gritinhos rebeldes.

Sim, são eles a piscina de bolinhas da vez do cenário musical nacional, milimetricamente controlado pelos midas da música e suas gravadoras e distribuidoras. Pergunte a qualquer menina que tenha mais de 8 e menos de 18 quais são suas bandas prediletas. 9 entre 10 vão responder, com aquele jeeeito de falaaar meio fââânho e um sorrisinho tímido: Cine e/ou Restart. A que sobrou ou vai nos genéricos Replace ou Rezet (juro que não é zoeira), ou então é aquela gordinha metaleira que salva a classe.

     

Aí você pensa: como diabos fomos chegar a esse ponto?
Vou tentar explicar traçando uma linha do tempo involutiva da música pop nacional. Vem comigo!


O berço do Happy Rock está nas bandas teen dos anos 80, como Dominó e Polegar - estes, por sua vez, uma cópia nacional do eterno Menudo. Se a cada vez que escuta "aposto um beijo que você me quer" você quer arrancar os cabelos, culpe o Rafael Ilha, Conrado, Ricky e cia.

Depois dos rebolativos pioneiros, vieram tentativas mal-sucedidas no mainstream como Twister e KLB, caça-níqueis descarados e cópias baratas dos gringos Backstreet Boys, N'SYNC e Five. Foram eles os grandes responsáveis pela voz abafada e refrões com taxa de glicose proibitiva para diabéticos.

Na sequência vieram bandas que buscaram colocar uma gota de atitude nesse oceano de lamúrias. Mesmo que sejam alunos da escola emo, CPM 22, NX Zero e Fresno - versões nacionais de Blink182, My Chemical Romance e Simple Plan - ao menos passaram a usar amplificadores e deixaram as dancinhas de lado. Aqui entre nós, uma grande conquista.


Com a onda gay/nerd/geek/weirdo que invadiu o planeta nos últimos anos (alô, Jonas Brothers!), tivemos uma transformação no chassi das bandinhas adolescentes. Atenção para a alteração: saem os cabelos espetados,  maquiagem nos olhos, razões e emoções e entram as roupas coloridas, a postura pseudo-introspectiva e as letras alto-astral, que invariavelmente falam sobre aquele encontro no ____________ (shopping, clube, condomínio, whatever).

Tudo assim: sem muito nexo, propósito ou sentido. Assim como é sua legião de fãs, que ao se verem do lado de fora de um show choram e prometem tomar uma atitude drástica - pelo Twitter, claro.

  

Pois é pessoal, esse é o Happy Rock, a nova tendêêêência da música pop nacional.  Pode não ser lá uma Brastemp - mas pelo menos fazem o favor de deixar talentos-prodígio como Felipe Dylon e Mallu Magalhães lá no fundão da geladeira.

Dizae, molecada!

 






30 de mai. de 2010

...and we'll keep on fighting till the end.


"...NÓS NÃO SOMOS CAMPEÕES em nada, mas disputamos diariamente uma vaga de emprego, uma vaga no coração de alguém, uma vaga no ranking dos profissionais bem-sucedidos, uma vaga no concurso público, uma vaga na faculdade... até mesmo uma vaga para estacionar. E muitas vezes nos comportamos covardemente diante da derrota iminente. Entregamos o jogo. Desistir é o nome do esporte.

Algumas pessoas acham humilhante correr atrás quando as chances de haver uma virada a seu favor são ínfimas. Entre perder com garra e perder sem gastar suor à toa, preferem a segunda opção, indo pra casa mais cedo, a tempo de assistir ao final da novela.

A vida dá uma canseira danada na gente. Não temos inimigos, mas são muitos os nossos adversários: o tempo, a idade, a concorrência, as regras rígidas e um juiz que nem sempre vai com a nossa cara. Não se pode ter tudo, não se pode vencer sempre, é o que nos dizem. Mas isso só deve servir de consolo depois que a partida termina. Enquanto estiver em andamento, pode-se até levar uma surra, mas fica proibido perder para si mesmo." 


(trecho da crônica "Match Point", da eterna Martinha Medeiros)




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