17 de nov. de 2007

Ao pé da letra - Você é meu guarda-chuva


COMO O CARTEL das rádios jovens brasileiras faz uma lavagem cerebral com as mesmas 20, vá lá, 30 músicas que tocam 24 horas por dia, sete dias por semana, quatro semanas por mês, 12 meses por ano - e tome aí mais 30 -, acabamos involuntariamente cantando um refrão aqui, outro acolá e, quando damos conta, a porcaria da música já ganhou nosso cérebro no xaveco e é assoviada até por aqueles que não fazem a menor idéia de quem está mascando o chicletão.

Mesmo há anos refletindo simetricamente por aqui o topo das paradas americanas e européias (lê-se americanas ao quadrado), na grande maioria das vezes não temos nem a noção do que estamos falando. Se o refrão é legalzinho, beleza: já serve pra botar no ipod. Se tiver um sample e um rapper por trás para dar um grau, melhor ainda: é hit na certa! Akon, Chris Brown, Justin, Eminem e Sean Kingston que o digam.

Ontem parei para prestar atenção na letra inteira da tal da Umbrella, sucesso dividido entre a nova queridinha das produtoras, Rihanna, e do menino prodígio Chris Brown, o mais novo candidato a Michael Jackson do século XXI. Com enredo digno de um encontro entre Peninha, Deborah Blando e Leandro Lehart, o guarda-chuvas protege o amor do casal da tempestade, e garante o reencontro quando o sol brilhar. Mais original que isso, só falando que 'o amor é o calor que aquece a alma'.


Umbrella - Rihanna
(tradução: Vagalume)

Você teve meu coracão
E nós nunca estaremos em mundos separados
Talvez nas revistas(?),
Mas você continuará sendo minha estrela
Baby porque na escuridão
você não pode ver o brilho dos carros (??)
E é quando você precisa de mim lá
Estarei sempre com você
Porque...

(refrão)

Quando o sol brilhar
Nós brilharemos juntos
Jurei que estaria aqui para sempre
Disse que sempre serei sua amiga
venha e fique até o fim
Agora que está chovendo mais do que nunca
sei que ainda temos um ao outro
Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva
Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva
(uva uva, ê ê ê)
debaixo do meu guarda-chuva
(uva uva, ê ê ê)
debaixo do meu guarda-chuva
(uva uva, ê ê ê)
debaixo do meu guarda-chuva
(uva uva, ê ê ê)

Você pode correr para meus braços
Tudo bem, não esquenta
Venha pra mim
Não tem distância entre o nosso amor (???)
Então, vá e deixe a chuva cair
Eu serei tudo que você precisa e mais
Porque...

(refrão)

Oh! baby está chovendo
Baby, venha pra mim, venha para mim
Está chovendo
Oh! baby está chovendo (tá, eu entendi, pô!)
Você sempre pode vir pra mim.


Está chovendo, mas você pode 'vir pra mim'. Compreendido?


Digam olá para o Brandon!


NO DIA em que montamos o clube, o Jo-jochamou nós seis para uma reunião na lanchonete. Foi lá que ele nos contou da idéia e, empolgados, todos batemos o martelo. Depois do brinde com o milk-shake de boas vindas, ele deixou claro que não queria mais ninguém no clube, já que como eram sete os dias da semana, sete membros já seriam mais que o suficiente. Parece até que tinha mais gente querendo entrar, como três moleques estranhos que estão sempre causando no recreio. Mas não: 7 é o número mágico, ele disse. "Por que vocês acham que são 7 pecados capitais, 7 maravilhas do mundo, 7 anões que salvaram a Branca de Neve? Não, não é por acaso, acreditem".

Achei isso uma pena, pois tenho um amigo que adora escrever no diário, é super inteligente, culto, sensível, bonito, tem bom gosto musical, pra se vestir e até está estudando francês! Quando perguntei na mesa o que achavam da entrada do Brandon no clube, todos torceram o nariz. Todos não, vai... Vickye até ficou animadinha, e Vince disse que pra ele tanto faz. Agora, os outros se recusaram a aceitá-lo no time, e acabei sendo voto vencido.

Por isso, já que esse espaço aqui é meu e posso fazer o que quiser, vou emprestá-lo uma vez por semana para o Brandon escrever sobre as coisas dele. Vocês não se incomodam, né meninos? Alguma objeção? Não? Óóóótimo!

Bran, meu quartinho é seu também, querido. Fique à vontade para falar com o pessoal e dividir suas coisinhas. Só não esquece de colocar meu selinho aí embaixo, tá?
Beijinhos,

Profissão Cartoon

TIRANDO o mala do Tony, todos nós piramos em quadrinhos. Como é complicado colocar uma historinha inteira da Turma da Mônica, do Tio Patinhas ou de todos os super-heróis que gostamos aqui, vou postar toda semana algumas tirinhas de nossos cartunistas prediletos: Caco Galhardo, Laerte, Adão, Glauco, Fernando Gonsales, Henfil, Alan Sieber, Quino, Bill Waterson, Jim Davis e Dik Browne.

Sempre que a tirinha de um deles estrear, colocarei uma breve biografia do autor para vocês conhecerem um pouquinho mais desses artistas, que com apenas três quadrinhos conseguem expressar toda uma idéia e, na maioria das vezes, levar os leitores à relexão e às gargalhadas.

Vou começar com meu predileto:


FERNANDO GONSALES
Além de cartunista, o paulista Fernando Gonsales, 46, é veterinário. Foi pegando o jeito e o formato dos animais que ele desenvolveu seus personagens, como os ratos Níquel Náusea (sátira de Mickey Mouse), Sábio do Buraco, Rato Ruter e a simpática baratinha Fliti.

Gonsales começou a ser publicado na Folha de São Paulo em 1981, e desde então tem lugar cativo no caderno Ilustrada do jornal. Suas tirinhas também fazem sucesso em jornais de outras partes do Brasil, como Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife. Até Lisboa, Portugal, se rendeu a Níquel e sua trupe.

Com 20 anos de carreira, o cartunista é um dos recordistas de prêmios do gênero, que contemplam tanto o roteiro quanto o desenho - levantou nove vezes o troféu HQ Mix, o mais cobiçado pela turma do lápis. Além dos quadrinhos, o desenhista faz também ilustrações para publicações dos mais variados tipos, e já chegou a ser escalado para escrever roteiros de TV para a Rede Globo.


Níquel na área:



As musas do Vince - II

ORA, ORA... Quer dizer que a aprendiz de Cheerleader resolveu embarcar na do Vince e fazer o Top da Marion? Parece até que começou bem, mas vamos ver se ela não escorrega nos próximos, já que seu gosto é beeeeeem discutível.

Dando seqüência ao meu, depois de Angelina e Beyoncé, estendo o tapete para duas leoas, uma do cinema e outra da música. Elas podem ser ultrapassadas pra você, mas pra mim são como ônibus: tão no ponto!

Meryl Streep. Na minha opinião, a maior atriz de todos os tempos. 58 anos de idade, 50 filmes rodados, 14 inicações ao Oscar e muita, mas muita história pra contar. Imagine você jantando com Meryl, tomando sorvete, jogando videogame? Essa mulher deixa qualquer um louco. Louco de raiva (O Diabo veste Prada), de dar risada (Terapia do Amor, A Morte lhe cai bem), de paixão (As Pontes de Madison), de vontade de decifrar (As Horas, A Casa dos Espíritos) e de desejo (A Escolha de Sofia, Adaptação). Pode não ter uma beleza convencional, mas por onde vai carrega seu jeito simples, espontâneo e encantador, como você pode ver na entrevista abaixo.









Madonna está para o pop assim como Meryl está para o cinema. Quem um dia imaginou que uma tampinha de 1,50m de altura e os dentes da frente separados pudesse causar tanto furor? Sua fama de bad girl e suas performances memoráveis lhe renderam - além de milhares de tentativas de seguidoras frustradas - o posto de rainha do pop e diva do público GLS, oito Gremlins, 21 aparições nas telas de cinema e a impressionante marca de 270 milhões de discos vendidos (aposto que em sua casa tem pelo menos um). Madonna é tão quente, tão sexy e tão pop, que um simples beijo em Britney Spears aos 47 anos fez os patetas Eminem, Puff daddy, Justin Timberlake e o mundo inteiro parar para assistir. Quem é rainha, nunca perde a majestade!

Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera em ação no VMA 2003:

Raios! Estamos de volta, ora pois!



TERRA À VISTA!
TERRA À VIIIIIISTAAAAAAAAAAA!!!!!!!

Após passar por mals bocados no maremoto da segunda divisão - e de quase entrar no redemoinho da terceira - estamos de volta à terra firme da elite do Campeonato Brasileiro. Quero cumprimentar toda a tripulação responsável pela bela campanha que fizemos, desde o roupeiro e o massagista até a diretoria, que não jogou a toalha em nenhum momento e apostou o bacalhau no capitão Vagner Benazzi, grande comandante que teve pulso, paciência e competência para formar um time vencedor.

Time que contou também com as belas defesas e os 13 gols(!!!) do goleirão Tiago na temporada (veja um deles abaixo), com a categoria e precisão nos cruzamentos de Leonardo, nosso ala esquerdo que fez uma temporada no melhor estilo Zé Roberto, e com a infernal dupla de ataque Joãozinho-Diogo, os garotos responsáveis pelos saudosos gritos de olé que voltaram a ecoar no Canindé.




A Terrinha está em festa, o leão rubro-verde despertou, as camisas voltaram às ruas e, se ninguém disse ainda, eu escrevo aqui: Dener, essa é pra você, garoto!!!!!




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